
Me evanesço na fumaça dos cigarros e na poeira do asfalto, me enveneno nos beijos matinais, tão vazios quanto as manhãs de feriado e os motivos para beijar.
Me deixo levar pelos meus pensamentos, e pelas lembranças da minha vida que conto a estranhos, quando deveria tentar esquece-las, mas como diz o poeta, o esforço pra lembrar é a vontade de esquecer.
Eu tento me reinventar todos os dias, mas acabo sempre plagiando á mim mesma. Quero esquecer e continuar, quero deixar você entrar na minha vida pela porta da frente, mas como se só te encontro nos fundos?
Deu em mim o hábito de andar nas sombras... velhos hábitos nunca mudam.
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